Publicada em 16/06/2009

CAMPO DE BATALHA NA USP:
Derrotar Lula e Serra para acabar com a violência policial e defender a Universidade Pública

Os trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP), em greve a mais de 10 dias, junto com os estudantes, têm sido vítima de uma violenta repressão policial, comparada às da época da ditadura militar.

Depois de dias de mobilização e ocupação da universidade, o governo José Serra e a reitora Suely Vilela mandaram a tropa de choque da polícia paulista invadir a universidade e aterrorizar os manifestantes na tentativa de enfraquecer a luta. Entretanto, a resposta foi mais mobilização e disposição de levar a greve, as reivindicações e a defesa da autonomia universitária até o fim.

Depois dos estudantes, é a vez dos trabalhadores lutarem contra Serra.

Ano passado, a ocupação da reitoria da USP pelos estudantes desencadeou uma onda de ocupações Brasil afora, devido à combatividade que serviu de exemplo para muitas lutas. Naquele momento, lutava-se contra os decretos do governador de São Paulo, que visavam acabar com a autonomia da USP, no sentido de seu desmonte e privatização. Hoje, essa mesma luta, pela autonomia, por mais verbas e em defesa da universidade pública volta a provocar uma onda de protestos. E da mesma maneira do ano passado, a polícia é chamada pelo governo para tentar por fim à mobilização.

Como na ditadura...

A resposta dos trabalhadores da USP foi organizar uma grande passeata em conjunto com os estudantes na terça-feira, dia 9 de junho. Aproximadamente, 1500 pessoas se reuniram para exigir a retirada imediata da tropa de choque do campus universitário, a retomada das reivindicações, a renúncia de Suely Vilela e a derrota de José Serra.

Relembrando os tempos da ditadura militar, a tropa de choque respondeu à luta da comunidade universitária com bombas, tiros de borracha e muita porrada. Além de feridos, houve manifestantes presos, entre eles um dirigente do Sindicato (SINTUSP) que já havia sido demitido pela reitoria, tudo isso contra quem defende a universidade pública.

Essa dura repressão, que vem aumentando no último período, demonstra que a democracia em que vivemos é só para os ricos. Para quem é trabalhador e luta pelos seus direitos não existe democracia, e sim pancada e violência por parte dos governos e dos patrões. Tem sido assim em diversas lutas, seja em categorias privadas, onde o governo destaca policiais para frente da empresa, seja em categorias estaduais, a exemplo dos tucanos José Serra (SP) e Yeda Crussius (RS) ou em categorias federais, onde o governo Lula também manda reprimir mobilização com violência.

Derrotar Lula e Serra.

A onda de violência contra os trabalhadores e estudantes da USP tem responsáveis. Não é a polícia em si mesma, nem o secretário de segurança de São Paulo, tampouco a reitora da USP. A culpa começa pelo governo Lula, que é o principal impulsionador de uma polícia de sucateamento da universidade pública e privatização, lógica que se estende para as universidades estaduais. Hoje, governo e a oposição de direita estão unidos quando o assunto é atacar os direitos dos trabalhadores e a educação pública, ainda mais diante da crise econômica. Toda ordem de José Serra está sendo aprovada diretamente pelo governo federal, que assiste calado à onda de violência na USP.

Por isso, além de lutar pela imediata retirada da tropa de choque do campus da USP e pelas reivindicações da greve, é preciso levantar mais do que nunca a bandeira de derrotar Lula e Serra, PT e PSDB, em defesa de uma universidade pública e de qualidade. O Movimento Revolucionário se coloca do lado de todos os trabalhadores e estudantes na luta contra o capitalismo, seus governos e sua polícia em defesa da universidade pública, estatal, de qualidade, dos trabalhadores e estudantes.

  • Imediata libertação e readmissão dos lutadores da USP.
  • Fora a tropa de choque do campus universitário.
  • Derrotar Lula, Serra e Suely Vilela.
  • Em defesa da autonomia universitária
  • Por uma universidade estatal, de qualidade, dos trabalhadores e estudantes.

 

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