Troca de Favores:
O PSDB salva Lula com a DRU,
e o PT salva Yeda com o dinheiro da privatização do BANRISUL
Segundo a pesquisa recente feita pelo datafolha, a governadora do Rio Grande Sul, Yeda Crusius, fica na última colocação em um ranking de avaliação dos governadores de nove estados e distrito federal. O instituto de pesquisa perguntou aos moradores maiores de 16 anos dos estados avaliados que nota eles atribuem aos seus governadores em uma escala que vai de 0 a 10. Yeda obteve 4,2, a única nota abaixo de 5. Segundo a pesquisa, apenas 16% dos gaúchos aprovam a gestão da tucana. O índice de reprovação chega a 46%.
Esta Pesquisa só prova que os trabalhadores estão cansados de serem atacados e explorados pelas medidas de Yeda. É o corte na educação com a enturmação (alunos em salas superlotadas, demissão de professores, e etc.), a venda das ações do Banrisul, etc. Cada vez mais, a vida do trabalhador esta piorando com tantos ataques. Mas não podemos esquecer que, assim como Yeda, o presidente Lula também nos ataca constantemente, com a reforma trabalhista, reforma da previdência, o Pac, etc. Nunca, na história, os bancos lucraram tanto como no governo Lula. Os banqueiros cada vez enriquecem mais enquanto a maioria da população (os trabalhadores assalariados, estudantes, desempregados e aposentados) vive com menos dinheiro. Fica claro para quem o governo de Lula, assim como o de Yeda e todos os outros governam: para os seus próprios interesses e para os interesses da burguesia que representam, e não para melhorar a vida dos trabalhadores.
O PT de Lula e o PSDB de Yeda são iguais. Ao mesmo tempo em que o PSDB aprovava medidas do governo Lula, como a DRU (que vai permitir a Lula retirar 20% do dinheiro da saúde, educação, etc. para aplicar onde quiser), o PT gaúcho também salvava Yeda. Foi o deputado Raul Pont (DS-PT) quem surgiu para achar o dinheiro que Yeda queria para pagar o 13º salário dos funcionários públicos estaduais. Da onde Pont sugeriu que saísse a verba? Da privatização do Banrisul. O PT é tão inimigo dos bancários e dos trabalhadores, que foi dele que saiu a idéia de usar o fundo arrecadado com a venda de ações para despesas correntes. Se a venda de parte do banco já era absurda, o PT se encarregou de aprovar que o dinheiro seja torrado pelo governo Yeda.
Nós, ao contrário, achamos que a única saída para pagar em dia os funcionários públicos, dar aumento salarial, fazer concursos públicos e investir nas necessidades dos trabalhadores, é rompendo com o pagamento da dívida do estado, seja com organismos internacionais, quanto com os banqueiros brasileiros e, principalmente, com o governo Lula, que hoje em dia é o maior agiota do RS, extorquindo 18% do orçamento todos os meses. A ruptura com a dívida deve ser parte de uma política que ataque os ricos, os grandes produtores rurais, a Gerdau, as empresas de celulose, ou seja, aqueles que exploram os trabalhadores gaúchos e são à base de sustentação de Yeda. Para o Movimento Revolucionário, só é possível iniciar estas mudanças com o a derrota do governo Yeda, assim como de qualquer outro tipo de governo no capitalismo, como mostram os governos do PT, tão de direita como o de Yeda.
As eleições não mudam nada. Não importa quem governar ou presidir, as coisas sempre continuarão piorando para a classe trabalhadora, pois no capitalismo as coisas funcionam assim: a burguesia sugando e o proletariado se ralando sempre. Necessitamos de um governo dirigido pelos trabalhadores que rompa com a dívida externa, estatize todas as empresas multinacionais, e que construa uma sociedade em que não exista divisão de classe. Para isso é necessário que os trabalhadores, estudantes e todos os oprimidos e explorados pela burguesia estejam organizados para ir às lutas e exigir todos os seus direitos.
E por isso é necessária a construção de um grande MOVIMENTO REVOLUCIONARIO: para organizar as massas na luta para que consigamos alcançar vitórias que a classe trabalhadora tanto necessita.
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