Publicado em 12/03/2010

As mulheres são as maiores vítimas do capitalismo

08 DE MARÇO É DIA DE LUTA!

A data de 08 de março, que marca o aniversário do assassinato de operárias tecelãs, a quem o patrão matou, ao trancar na própria fábrica e atear fogo, nasceu como a resposta das mulheres à exploração, já que as trabalhadoras estavam em greve pela redução da jornada de trabalho, o que liga a luta feminista, desde o início, à luta de classes como um todo e contra o capitalismo. Assim, o método da luta baseado nas ações de rua e paralisações sempre foi o caminho para os avanços, demonstrando que a morte das companheiras não foi em vão.

         Foi por meio das lutas, greves e manifestações, que as mulheres adquiriram o direito ao voto, à licença-maternidade, e a muitas conquistas junto com o restante dos trabalhadores. Cada avanço precisou de muita disposição, e foi arrancado contra os governos e patrões, que nunca deram nada de mão beijada.

         Hoje em dia, passados 100 anos da definição desta data como um dia de luta internacional, a classe dominante, expressa pelas grandes empresas e marcas, pelos governos e pela imprensa, tentam passar a idéia de que “as mulheres venceram”, e desfrutam da igualdade. Para esta visão, o 8 de março é uma data a comemorar, com flores e presentes.

         Da mesma forma, a esquerda de eleições defende que ainda faltam muitas coisas, mas que a eleição de parlamentares mulheres ou de candidatos que reformem este sistema podem conquistar o que ainda falta por dentro do sistema, aos poucos.

         Para os revolucionários, porém, isso não é possível. Basta analisar os dados para constarmos que a desigualdade salarial segue praticamente inalterada, levando as mulheres a receberem cerca de apenas 70% do que recebem os homens, para trabalho igual. As mulheres têm muito menos cargos de chefia, são as primeiras a serem demitidas e constantemente alvo de assédio moral e sexual no trabalho.

         Paralelo à exploração no emprego, as mulheres são vítimas da dupla jornada, da violência doméstica e em geral, de doenças específicas para as quais a rede de saúde não está preparada, etc. Ou seja, a História nos comprova que, por dentro do capitalismo, as mulheres nunca terão igualdade, e serão sempre trabalhadoras de 2ª categoria, consideradas como uma propriedade do “chefe da família”, tratadas como objeto sexual e sendo oprimidas e superexploradas.

Derrotar Lula, para garantir direito ao aborto e licença de 6 meses!

         Da mesma forma que sempre fez, a burguesia e os ricos seguem determinando a política do governo Lula. E, da mesma forma, mandam nas políticas relativas à mulher.

Por isso, Lula segue impedindo que se possa autorizar o direito às mulheres deixarem de morrer em clínicas clandestinas de aborto, por exemplo. O direito ao aborto evitaria mais de 100 mortes ou lesões graves às mulheres por ano, garantindo segurança e higiene a um procedimento amplamente realizado, mas que só as ricas usufruem sem ameaçar sua própria vida.

         O direito à licença maternidade de 6 meses, sem privilégios fiscais às empresas, e de modo obrigatório e com estabilidade no emprego, também não foi implantado por Lula, e só será arrancado com luta;.

         Assim, a luta das mulheres hoje em dia depende de derrotar Lula, como parte componente da reivindicação contra a violência (que a Lei Maria da Penha não combate por falta de recursos e decisão política), por saúde, emprego e salário igual.

 

 - Pela legalização imediata do aborto, público, gratuito, e sem burocracia.

 - Pela redução da jornada de trabalho para 36h semanais

 - Pela implantação da licença-maternidade de 6 meses para todas, sem isenções às empresas.

 - Punição e cadeia aos agressores e assediadores de mulheres.

 - Por investimentos massivos em políticas para a mulher e para a saúde feminina

 - Creches públicas e gratuitas nos locais de trabalho e centros de fácil acesso.

 

 

 

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