Publicada em 07/03/2008


Pela realização de atos classistas no 8 de março!!

O dia internacional de luta das mulheres, o 8 de março, traz a tona novamente não somente o debate sobre a opressão que sofrem as mulheres no capitalismo e qual a melhor forma de se combater a opressão e a exploração.  Por isso é preciso que se debata qual o caráter das mobilizações e quais a bandeiras que defendemos para as mobilizações das mulheres.

Estamos em um ano onde o Imperialismo e o Governo Lula intensificam os ataques à classe trabalhadora, e em especial as mulheres trabalhadoras. Com a nova reforma da previdência, o Governo pretende aumentar novamente a idade mínima para a aposentadoria fazendo com os trabalhadores trabalhem quase que até a morte. Pretende ainda aprovar a Reforma Trabalhista que flexibilize direitos como as férias remuneradas, 13˚ salário e licença maternidade que passará a ter seu tempo acordado com o patrão.

Mais do nunca é preciso que as mulheres saiam às ruas para lutar contra o Governo Lula e seus ataques. Pois Lula e a burguesia para quem ele governa são os inimigos da classe trabalhadora, responsáveis pela violência que sofrem as mulheres dentro do Capitalismo.

É preciso que construir grandes atos no 8 março, que tenham o objetivo claro de derrotar Lula, o Congresso corrupto e seus ataques contra as mulheres trabalhadoras e o conjunto da classe. Por isso a Conlutas deve assumir a tarefa de organizar grandes atos classistas e independentes do Governo e de seus braços no movimento como a CUT, a UNE e a Marcha Mundial de Mulheres. Não é possível construir uma política coerente de combate a opressão e a exploração com estas entidades, pois elas estão diretamente ligadas ao governo Lula e tem como objetivo sustentá-lo e não o contrário.

Ainda é preciso que a luta das mulheres não seja colocada em segundo plano, ou colocada a serviço de qualquer política eleitoreira ou reformista. Não será possível combater e derrotar a opressão e exploração que sofrem as mulheres trabalhadoras se suas lutas estiverem a serviço de eleger parlamentares ou governos dentro do capitalismo.

Precisamos deixar claro nos atos de 8 de março que a exploração e opressão das mulheres trabalhadoras não acabarão com eleição de parlamentares e Governos dentro do capitalismo. Nem mesmo com a aprovação de leis como a lei Maria da Penha ou com qualquer outra que beneficie as mulheres dentro do estado burguês em que vivemos. Para por um fim a opressão é preciso destruir o capitalismo, a classe burguesa e seus governos, e construir uma nova sociedade, uma sociedade controlada pelas Trabalhadoras e trabalhadores, uma sociedade socialista.

Um exemplo que não deve ser seguido:
Ato de Porto Alegre é mudado por causa do calendário eleitoral

Infelizmente nem todos que compõem a Conlutas tratam a luta das mulheres como defendemos. Em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o ato do dia internacional das mulheres foi marcado na reunião da CONLUTAS-RS do dia 3 de março, para acontecer dia 7 de março, sexta feira, a partir das 17h30, no centro de POA na Esquina Democrática. Todos os presentes na Reunião da CONLUTAS-RS tiveram acordo com a data e o local da manifestação.

Mas poucos dias depois da reunião, por telefone, o PSTU se encarregou de alterar o horário do ato para o meio dia de sexta feira. Isso não ocorreu com o objetivo de ampliar a manifestação, mas sim de não atrapalhar o calendário eleitoral do PSOL, com quem o PSTU deseja reeditar a Frente eleitoral de esquerda. Pois na Sexta-feira às 18 horas o PSOL tinha atividade de divulgação partidária no mesmo local do ato. A mudança do horário, só beneficiou o PSOL e sua divulgação, e acabou por prejudicar o ato, impossibilitando a presença das trabalhadores a trabalhadores. Infelizmente, se privilegiou o calendário eleitoral em prejuízo da luta das trabalhadoras contra a opressão e exploração capitalista. Infelizmente nem todos que compõem a Conlutas tratam a luta como defendemos, definitivamente o que aconteceu em Porto Alegre é um exemplo que não deve ser seguindo, algo de se ter vergonha.

 

 

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