O Congresso Nacional é Homofóbico:
Deputados do PT, em acordo com setores religiosos fundamentalistas, negam aos homossexuais o direito de adotar crianças.
Deputados aprovaram na última quarta feira, 20 de agosto, um projeto de lei que regulamenta a adoção no território brasileiro. Uma das propostas era que casais do mesmo sexo pudessem adotar. Se aprovado na integra este projeto atenderia uma antiga reivindicação do movimento GLBT. Mas o projeto aprovado em nada contempla as reivindicações dos oprimidos.
Para votar o projeto de lei da adoção a bancada do PT, ligada ao movimento GLBT, optou por retirar do texto as partes que garantiam aos casais homossexuais o direito de adotar crianças. A alteração ocorreu após a manifestação de setores fundamentalistas da Câmara de deputados, que ameaçaram impedir a votação do projeto se este não fosse alterado. Imediatamente, o setor que se afirma defensor dos direitos humanos, e que é a direção do movimento GLBT, não hesitou em atender a reivindicação da bancada evangélica. Em entrevista a um jornal de alta circulação, a Deputada e candidata a prefeitura de porto alegre Maria do Rosário (PT) afirmou: "O tema não vai ser contemplado porque não houve consenso”.
Ficou claro com quem é o compromisso dos setores governistas quando se trata da defesa dos direitos dos homossexuais. Os mesmos que se escondem atrás da defesa dos direitos humanos são os que na primeira oportunidade traem a luta dos gays e lésbicas em troca da manutenção de alianças e acordos de cúpula.
A ligação do movimento GLBT ao PT não é de hoje, há muito tempo o PT aparelha o movimento, seja financiando algumas entidades ou mesmo ganhando lideranças. Da mesma forma como atua com lideranças comunitárias. Exemplo disso é a candidatura a vereador de um conhecido dirigente do movimento GLBT pelo PT em Porto Alegre.
Estes movimentos são os mesmos que constroem as paradas gays despolitizadas e casa vez mais mercantilizadas, que não servem para denunciar a homofobia ou discutir a ampliação de direitos para este setor oprimido da sociedade, mas para movimentar quantias enormes de dinheiro e dar lucro para as boates, revistas e etc. Gerando lucro para a burguesia sobre a luta contra a opressão.
Ao negar para os Homossexuais o direito de adotar uma criança, o governo demonstrou que nem os políticos, nem o movimento aparelhado pelo governismo são capazes de lutar de maneira conseqüente pelos direitos dos GLBT’s. Pois têm compromisso com seus cargos, acordões, ganhos pessoais e em se eleger. As conquistas só podem vir pelas mãos de quem realmente tem necessidade de transformação e tem independência de classe para isso.
Ao mesmo tempo em que cresce a necessidade de uma direção conseqüente para lutar contra a homofobia, que tem se manifestado das mais diversas formas como, violência, desemprego, automutilação, falta de acesso a saúde e educação, entre outras, se aprofunda a dependência e o aparelhamento dos movimentos GLBT pelo governo.
A partir desse processo, cada vez mais os Gays, lésbicas, Transexuais e travestis têm se organizado politicamente por fora destes movimentos, pois já não se sentem representados devido à experiência com que puderam aprofundar com estas direções traidoras.
Nós do Movimento Revolucionário saudamos os ativistas que tem construído a organização dos GLBT´s por fora dos movimentos governistas e nos solidarizamos com sua luta contra a homofobia. Defendemos que a conquista das reivindicações dos setores oprimidos e explorados da sociedade só virá por através da luta e organização destes setores, que deverá ser inclusive contra o governo Lula, o congresso corrupto e homofóbico, e contra o próprio capitalismo. Pois só será possível existir igualdade de direitos para todos em um outro tipo de sociedade, uma sociedade onde os trabalhadores governem, uma sociedade socialista.
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