Publicada em 15/06/2007


Opressões e Socialismo, o que eles têm a ver?

____Desde que começamos a construção de nossa nova organização – Construção do Movimento Revolucionário –, nos preocupamos em debater os problemas causados pelo Capitalismo e, em especial, aos setores oprimidos dos trabalhadores: mulheres, GLBT’s (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais) e negros. Queremos continuar trazendo polêmicas importantes para nosso site e jornal, por isso, críticas e sugestões são muito bem vindas. Hoje falaremos em especial sobre GLBT´s.
____Discutir sexualidade dentro de nossa sociedade sempre é “complicado”, viver sob uma pilha de valores ideológicos que interessam há meia dúzia é muito difícil. Entretanto, a Construção do Movimento Revolucionário gosta realmente da ousadia, da discussão, da revolta e quer discutir, também, sobre os setores oprimidos da nossa classe trabalhadora e mostrar que essa não é uma luta específica de pessoas e sim de setores de uma classe.
____A opressão aos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais é produto de um sistema desigual e explorador que vive hoje uma agonia profunda. O Estado Capitalista necessita de uma série de instituições para poder manter o privilégio de alguns, sua classe dominante – a burguesia – se utiliza de todas elas para explorar e oprimir os trabalhadores. Um conjunto de ideologias ajuda na construção dos valores do “cidadão de bem”. Mas a realidade é que aquilo que fomos obrigados a entender que é o correto, na prática não tem valor algum, e não passam de preceitos morais de uma sociedade falida.
____Para reacender velhos dogmas, idéias ultrapassadas e morais incompatíveis com a realidade atual, a velha Igreja Católica busca a todo custo um novo espaço, inclusive com a missão imperialista que cumpriu o Papa Bento XVI em sua visita ao Brasil (ver em Correio dos Trabalhadores Nº. 2). A família patriarcal é hoje mantida pela burguesia tradicional, pois as famílias trabalhadoras aumentam expressivamente em casas das mães lutadoras assumindo mais uma tarefa além da dupla jornada de exploração.
____A homofobia (preconceito aos homo/bi/transexuais) é mais um desses valores. Comum principalmente em setores ultra-reacionários como os Nazi-fascistas, na burguesia tradicional e também não podemos negar o preconceito dentro da própria classe trabalhadora. Mas isso é tão estranho? Os trabalhadores que são explorados durante todo um dia, quando chegam às suas casa procuram lazer, descanso ou distração, como a mídia tem um poder incrível de manipulação, eles acabam “aceitando” valores e ideologias que não pertencem à sua classe, que acabam sendo impostas “goela abaixo”, nas novelas, filmes, séries, programas, cultos religiosos, rádios, internet, literatura e etc.
____Porém, os oprimidos já não aceitam mais isso. Os GLTB’s sentem na pele o preconceito e começam a se libertar das correntes que os aprisionam. E podemos observar isso cada vez mais nas mobilizações crescentes pelos direitos GLBT’s, em jovens que assumem a sua sexualidade desde cedo, homens e mulheres que acabam com falsas famílias para poderem se entregar verdadeiramente a seus amores. A liberdade sexual é uma necessidade de todas as pessoas, que, para de fato ser uma libertação, deve lutar de forma conseqüente para acabar com a exploração que vivemos.
____O capitalismo tenta de todas as formas e já começa a transformar uma luta de libertação em mais lucro para a burguesia. É só vermos o que se tornaram as paradas gays e outras manifestações GLBT’s: grandes balcões de negócios altamente lucrativos para boates, shows e casas noturnas. Além de promoção de dirigentes GLBT’s que não tem compromisso com uma luta conseqüente e real contra a fonte de todos os preconceitos: o capitalismo. Até podemos obter conquistas parciais, mercantilizadas e manobradas, mas a emancipação de todos GLBT´s é uma tarefa para uma nova sociedade, construída sem preconceitos e interesses individuais, uma sociedade livre, laica e socialista. A luta para acabar com o preconceito é uma luta anti-capitalista e, justamente por isso, deve estar lado a lado dos trabalhadores em todas as greves, ocupações de terra, manifestações estudantis e do movimento sindical, até que os trabalhadores/trabalhadoras e a juventude tomem as ruas e começam a construção de um novo Estado Socialista, livre e sem preconceitos.

____A Construção do Movimento Revolucionário está nessa luta e chama todos os explorados a essa construção. Viva a livre orientação sexual! Viva o Socialismo!

 

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