Publicada em 30/11/2007

Menina de 15 anos é presa em cela de homens, sofre violência física e é estuprada, escancarando o machismo e a opressão dentro do Capitalismo

Recentemente o debate sobre a opressão do capitalismo à mulher ganhou destaque na grande mídia. Uma menina de 15 anos, detida por suspeita de furto no município de Abaetetuba (PA), foi trancada em uma cela masculina, com mais de 30 detentos. Durante o período em que esteve presa a menina sofreu todo o tipo de violência, desde agressões físicas até estupros. A menina só conseguiu se ver livre deste sofrimento quando alguém fez uma denuncia ao conselho tutelar.

O delegado responsável pela prisão da menina em uma cela de homens, Celso Viana, “justificou” sua atitude dizendo que a cidade só tinha uma cela. O fato não tem justificativa: Em primeiro lugar a menina era menor de idade e não poderia ter sido presa. A polícia falsificou a certidão de nascimento dela para “comprovar” que ela era maior de idade. Em segundo lugar a legislação brasileira não permite que homens e mulheres compartilhem uma mesma cela, existem inclusive presídios distintos para homens e mulheres. Depois da vinda a público do caso, mais quatro casos idênticos foram registrados no Pará.

Esse caso é mais uma prova da opressão que o capitalismo destina as mulheres. O machismo se expressa das formas mais absurdas desde a exploração sexual de meninas, seja por parte de quem alicia, como por parte de quem "consome", sustenta-se no fato de que a sociedade capitalista é uma sociedade doente e reprimida. Trabalhadores ou patrões, ricos ou pobres, em maiores ou menores medidas, sofrem as conseqüências de uma ideologia -burguesa- dominante que encara a sexualidade enquanto um tabu e não aceita as suas diferentes formas de expressão.

A opressão da mulher não surgiu com o capitalismo, porém, ele se utiliza desta na obtenção de lucro e na super exploração das trabalhadoras. É evidente que todas as mulheres sofrem com o machismo na sociedade capitalista, no entanto as trabalhadoras o sentem de forma bem distinta, pois esse vem combinado com a exploração, que todos os trabalhadores do mundo sofrem. As mulheres burguesas, apesar de também sofrem a opressão de gênero, não são exploradas e, portanto, não podem lutar de forma conseqüente pelo fim do machismo, porque isso implica lutar pelo fim da sociedade capitalista.

Acabar com o capitalismo e com o machismo é uma tarefa de todos os trabalhadores, homens e mulheres, que nada ganham com tanta opressão e exploração, pelo contrário perdem e muito. Como falava Clara Zetkin, revolucionária alemã: "De mãos dadas com o homem de sua classe, a mulher proletária luta contra a sociedade capitalista”.

Por isso fazemos um chamado a todas as mulheres trabalhadoras e ao conjunto dos oprimidos da sociedade: devemos construir um grande Movimento Revolucionário para derrubar o capitalismo e a opressão e construir o Socialismo!

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