Tenente do Caso Isabela se suicída após ser descoberto
como lider de uma quadrilha de prostituíção infantil e Pedofilia
Na última sexta-feira (30/05) a investigação da Polícia Civil do estado de São Paulo sobre uma rede de pedofilia terminou com o suicídio do Tenente o tenente Fernando Neves, um dos responsáveis pelas primeiras investigações do caso do assassinato da menina Isabela Nardoni.
O Tenente se matou em casa, no momento em que um mandado de busca e apreensão era cumprido em seu apartamento. Ele cometeu suicídio porque foi descoberto que ele era um dos principais responsáveis de uma quadrilha que explorava sexualmente crianças na capital paulista. Com a prisão de um dos integrantes da quadrilha na semana passada seu vinculo com a rede de prostituição infantil foi descoberto.
No computador do chefe da rede de pedofilia, o operador de telemarketing Márcio Aurélio Toledo, de 36 anos, a polícia encontrou uma lista com 600 nomes que agora serão investigados. Segundo as investigações, era cliente da quadrilha que agenciava encontros de pedófilos com menores de idade.
Uma verdadeira rede de pedofilia
A prisão do operador de telemarketing Márcio Aurélio Toledo foi feita depois que uma testemunha procurou a polícia assustada com os diálogos que presenciou em salas de bate-papo sobre sexo na internet. As investigações, que começaram há três meses, levaram a uma casa em Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo, onde mora Toledo.
A polícia encontrou no computador e no aparelho celular dele fotos que mostram sexo explícito envolvendo crianças. Também foram encontrados bichos de pelúcia e outros brinquedos, como bonecos de super-heróis, além de roupas infantis e Preservativos.
A pedofilia é mais uma face da Opressão e Exploração capitalista!
Para acabar com a pedofilia é preciso acabar com o Capitalismo!
A opressão feita sobre a mulher é uma das mais evidentes. Ainda que a virgindade feminina não seja mais um princípio para a grande maioria dos homens, as mulheres seguem sendo rotuladas e classificadas socialmente pela quantidade de parceiros sexuais que possuem e isso condiciona o quanto elas devem, ou não, ser respeitadas. A homofobia, outra forma de opressão, mas dessa vez sobre os homossexuais, também expressa a impossibilidade de que as pessoas vivam livremente a sua sexualidade: o homo/ bissexual é visto como um doente, um pervertido, uma pessoa que não sente afeto por ninguém e que "quer dar pra todo mundo". Mas e o homem heterossexual? Ainda que este não sofra o preconceito e a opressão, ele é, sim, pressionado a relacionar-se com o maior número possível de mulheres, mesmo sem vontade, e é educado a ver e a tratar a mulher enquanto um objeto sexual, além de não poder demonstrar afeto, fraqueza, e outros sentimentos.
Em uma sociedade onde os sentimentos e as vontades não podem ser colocados de forma natural e honesta, as conseqüências não poderiam ser muito diferentes: pessoas adultas, reprimidas, que têm desejos e materializam os seus desejos através de práticas sexuais (forçadas) com crianças. E isso não é um mal exclusivo do capitalismo: toda a sociedade cujos pilares assentem-se sob a propriedade privada desenvolverá os mais variados tipos de deformações.
Não caiamos em discursos do tipo "mas com determinada idade já não é mais criança", "a sexualidade também faz parte da criança" e etc. É óbvio que a sexualidade faz parte do ser humano por toda a sua vida, mas ela é sentida e exercida de diferentes maneiras, a depender da etapa do desenvolvimento pela qual se está passando. O que estamos tratando aqui são de relações forçadas, que na maioria das vezes machucam as crianças, provocando danos não somente psicológicos, mas também físicos.
Assim, a responsabilidade sobre a pedofilia não recai sobre indivíduos específicos que, ao isolarmos do convívio social, teremos solucionado o problema: mesmo que todos os pedófilos do mundo sejam presos ou mortos, isso não impedirá que se desenvolvam outros.
A única solução para que se acabe não somente com a pedofilia, mas com as mais diversas "doenças" sexuais, é construir uma sociedade na qual todos possam expressar, viver e discutir a sexualidade de modo claro e honesto, sem preconceitos. Os tabus e preconceitos, sustentados a partir da ideologia burguesa, nada mais são do que uma forma de manter a opressão e exploração da mulher, a divisão da classe trabalhadora e o controle sobre a sexualidade a partir da ignorância e do medo. E uma sociedade realmente livre, em todos os sentidos, só pode existir se estiver sob o controle dos trabalhadores, dos que hoje são explorados e oprimidos, onde os meios de produção e as relações sociais existam para o desenvolvimento do ser humano, e não para o enriquecimento de meia dúzia de indivíduos, enfim em uma sociedade Socialista.
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