Publicada em 11/09/2008

Recente pesquisa do IPEA no Brasil confirma:
A MAIORIA DOS POBRES TEM CLASSE, COR E GÊNERO!

______Todos os dias a realidade nos mostra diferenças sociais gritantes, principalmente quando a questão de gênero e raça é considerada. Contra o discurso da cidadania, de que todos são iguais, de que ficar dividindo a sociedade em classe e raça é coisa do passado, os fatos provam o contrário: a exploração capitalista existe e é ainda pior dependendo da cor, do sexo ou da orientação sexual do trabalhador.

______O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) apresentou os resultados de uma pesquisa que constatam o quando o Brasil ainda é um país machista e racista. Em quase todos os aspectos, como educação, salário, emprego, cargos e funções, saúde, saneamento básico, etc., os negros (que são quase a metade da população brasileira) estão em condições muito piores que os brancos e as mulheres em relação aos homens. A mulher negra é quem mais sofre com a exploração e opressão capitalista.

______As mulheres possuem um grau de escolaridade superior a maioria dos homens e, mesmo assim, ainda recebem salários menores e ocupam cargos inferiores aos dos homens. O trabalho doméstico remunerado é, ainda, majoritariamente feminino, negro e informal (sem carteira assinada). Os homens recebiam, em 2006, em média, R$885,6 por mês e as mulheres R$ 577,00, 2/3 do salário masculino. Pior ainda, os negros recebiam metade do que os brancos, R$ 502,00 contra R$ 986,5. Para ilustrar o quadro, o homem branco ganha em média R$ 1.181,1 e a mulher negra R$ 383,4. A previdência e assistência social são maior para os idosos brancos e menor para as mulheres negras.

______Os negros e negras apresentam taxas de analfabetismo superior à dos brancos, concluem menos cursos do que os brancos e estão menos presentes em salas de aula. Os negros dependem mais do SUS. O número de negros e negras abaixo da linha da miséria é três vezes maior. Domicílios chefiados por negros aqueles que se encontram sempre em piores condições, têm menos água encanada, esgoto e coleta de lixo. Também trabalham mais do que os brancos: entram mais cedo e saem mais tarde do mercado de trabalho.

            O capitalismo utiliza as opressões para aumentar a quantidade de riqueza roubada todos os dias dos trabalhadores. Por isso, não é possível acabar com o racismo, machismo e homofobia sem acabar com o conjunto do sistema capitalista, que depende do lucro antes de qualquer coisa e, justamente em função do lucro, criou e reproduz todos os dias os preconceitos raciais e o machismo. Nesse sentido, a luta por uma sociedade igualitária, sem discriminação, de fartura e qualidade, só é possível numa sociedade sem exploração do trabalho, sem patrões, onde quem produz é quem controla as riquezas. Disso que surgiu e para isso que existe o Movimento Revolucionário, para lutar contra a exploração e a opressão capitalista, em defesa do socialismo e da revolução!

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