Mais uma vítima do Capitalismo:
Empregada Doméstica é Brutalmente Agredida no RJ
A grande mídia brasileira noticiou, na última semana, a brutal agressão sofrida pela empregada doméstica Sirley Dias Carvalho, cometida por cinco jovens universitários de origem pequeno burguesa, na cidade do Rio de Janeiro.
Sirley foi violentamente agredida a socos, pontapés, chutes e ofensas, sem a mínima chance de defesa. Esse é mais um exemplo da opressão e da violência sofrida todos os dias pelas mulheres em suas casas, nos locais de trabalho, de estudo, em hospitais ou nas ruas. Os agressores dizem ter confundido a empregada doméstica com uma prostituta, como se fosse aceitável espancar prostitutas.
O machismo está ligado umbilicalmente ao capitalismo. As mulheres trabalhadoras sofrem com a jornada tripla de trabalho, ganham menos do que os homens quando exercem as mesmas funções e são cerceadas em seu direito de decidir sobre o seu próprio corpo.
A opressão de gênero não surgiu com o capitalismo, porém, ele se utiliza desta na obtenção de lucro e na superexploração das trabalhadoras. É evidente que todas as mulheres sofrem com o machismo na sociedade capitalista, no entanto as trabalhadoras o sentem de forma bem distinta, pois esse vem combinado com a exploração, que todos os trabalhadores do mundo sofrem. As mulheres burguesas, apesar de também sofrem a opressão de gênero, não são exploradas e, portanto, não podem lutar de forma conseqüente pelo fim do machismo, porque isso implica lutar pelo fim da sociedade capitalista.
Acabar com o capitalismo e com o machismo é uma tarefa de todos os trabalhadores, homens e mulheres, que nada ganham com tanta opressão e exploração, pelo contrário perdem e muito. Como falava Clara Zetkin, revolucionária alemã: "De mãos dadas com o homem de sua classe, a mulher proletária luta contra a sociedade capitalista”.
O machismo, o racismo, a homofobia ou qualquer outro tipo de opressão são veementemente repudiados pela Construção do Movimento Revolucionário, pois esses só beneficiam a burguesia. Por isso fazemos um chamado a todas as mulheres trabalhadoras e ao conjunto dos oprimidos da sociedade: devemos construir um grande movimento revolucionário para derrubar o capitalismo e a opressão e construir o socialismo!
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